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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Nobel de Economia avalia: "bolha dos emergentes parece estar estourando"

Apesar de mais um Nobel revelar seu pessimismo, este humilíssimo escriba continua não vendo nenhuma razão objetiva da existência e, consequentemente, do estouro de uma bolha imobiliária. Os preços dos imóveis, estes sim, parecem estar sofrendo um certo ajuste. - Opinião opulentia.blogspot.com.br

Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/3173916/nobel-economia-avalia-bolha-dos-emergentes-parece-estar-estourando

Paul Krugman ressalta ainda que a crise desses mercados pode levar a problemas ainda maiores; grande risco e o do uso do termo "contágio"


Por Lara Rizerio |8h35 | 03-02-2014

SÃO PAULO - Em artigo para o New York Times, outro Nobel de Economia demonstrou a sua opinião um tanto pessimista para os países emergentes. Em meio à forte saída de investidores estrangeiros, o economista Paul Krugman destacou que o que "estamos vendo parece ser o estouro de uma bolha nos países emergentes" e que isso pode transformar o risco de deflação da zona do euro em realidade, levando a casos semelhantes ao do Japão, que viu a sua economia andar a passos lentos por anos.

De acordo com o economista, contudo, o verdadeiro problema está nas nações mais ricas, que não sabem lidar com as suas próprias fraquezas, principalmente os Estados Unidos e a zona do euro. A Turquia, a África do Sul, Rússia, Hungria e índia não são o problema principal. "Assim, a Turquia parece estar em sérios problemas - assim como a China, um jogador muito maior, que também está um pouco trêmulo. Mas o que torna estes problemas assustadores é a fraqueza subjacente das economias ocidentais, que se torna muito pior por conta de políticas muito, mas muito, ruins", avalia.


Krugman ressalta que as crises financeiras têm ficado cada vez com intervalos menores e com impactos maiores sobre a economia real. Krugman ressalta que, por muito tempo depois da Segunda Guerra, o mundo ficou livre de crises financeiras provavelmente por causa das restrições de capital pelos governos. E, recentemente, a situação piorou com uma "crise atrás da outra" em diversos países e continentes e com efeitos cada vez piores. Para ele, a crise turca não terá efeitos tão grandes pelo mundo, mas um dos problemas principais ê de que a palavra "contágio" volte à tona, levando ao temor de que os problemas do país levem a problemas para todos os emergentes. 

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